Hoje minha alma almoçou a melhor felicidade na brasa da cidade.
Tão gostosa que a digestão se faz vagarosa, de propósito, pois já sente saudade de todo o processo, que, nesse caso, é reverso: a energia é que vira comida.
Friday, September 25, 2009
Thursday, September 17, 2009
Poemângelas

Resgatando de um projeto antigo, que nunca teve fim. Eu escrevendo, Juliângela desenhando (dos idos de 2005).
Caso alguém seja tão cego quanto eu, aí vai o poemângelo:
É soda
Minha soda é uma água que respira
Soltando bolhas de um peixe invisível
Parece uma água alienígena
E as bolhas vários olhos de sapinho
Vou engolindo a seco essa soda
E cada bolha é um sentimento estranho
"Estranho" para não rimar com soda.
Monday, August 24, 2009
A rica cultura da Gabiléia
Como adoro formigas e também adoro essa mulher (e tudo o que ela escreve), deixo aqui um poema delícia da melhor poetisa que conheço pessoalmente: Gabriela Magalhães, ou, simplesmente, Gabileusa, um maiakovski pernambucano de saias.
[operária]
porque pensar compromete o dia-a-dia
eu preciso de uma dose diária de anestesia.
os sentimentos eventualmente
comprometem meu desempenho
e é preciso ser um pouco máquina
para manter o que tenho.
é preciso executar as tarefas
às vezes sem questionar
questionando perco tempo
e o foco não pode falhar.
executar, realizar.
formigas no açúcar carregam seu doce pesar.
convencem-se de que o açúcar é doce,
geralmente,
pra não chorar.
[operária]
porque pensar compromete o dia-a-dia
eu preciso de uma dose diária de anestesia.
os sentimentos eventualmente
comprometem meu desempenho
e é preciso ser um pouco máquina
para manter o que tenho.
é preciso executar as tarefas
às vezes sem questionar
questionando perco tempo
e o foco não pode falhar.
executar, realizar.
formigas no açúcar carregam seu doce pesar.
convencem-se de que o açúcar é doce,
geralmente,
pra não chorar.
Friday, August 14, 2009
Wednesday, July 22, 2009
Hoje, o meu “eu” é um pronome pessoal do caso torto.
Meu revólver de espoleta: www.twitter.com/lulins
Wednesday, June 3, 2009
Vencido o trauma da virgindade literária, vou arriscar lançar mais uma coisinha: uma compilação de poeminhas das antrolas, que se chamará AntRologia poética.
Mais um que estará no livrinho (e mais um da série “se”):
Se o meu amor fosse uma torneira
Eu deixaria pingar
Até encher a pia
E a paciência de alguém
E se alguém gritasse
“fecha essa droga”
eu diria, pacientemente,
“meu amor, isso foi a gota d’água”.
Mais um que estará no livrinho (e mais um da série “se”):
Se o meu amor fosse uma torneira
Eu deixaria pingar
Até encher a pia
E a paciência de alguém
E se alguém gritasse
“fecha essa droga”
eu diria, pacientemente,
“meu amor, isso foi a gota d’água”.
Monday, May 18, 2009
Minha primeira crítica literária
Saiu no delicioso Vacatussa e vai sair amanhã na Folha de Pernambuco:
http://www.vacatussa.com/2009/05/livro-das-lamurias-luciana-lins/
Por Thiago Corrêa (em entrevista que dei na ressaca do carnaval).
http://www.vacatussa.com/2009/05/livro-das-lamurias-luciana-lins/
Por Thiago Corrêa (em entrevista que dei na ressaca do carnaval).
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